Dia Internacional das Mulheres, para mim, é uma data preconceituosa. É como o dia do orgulho gay, ou dia da consciência negra, todas estas datas não passam de mais uma expressão de racismo. Os próprios defensores de movimentos em prol do “anti-racismo” na verdade são os maiores racistas. Quer algo mais racista do que se considerar inferior? É racismo consigo mesmo! Negros, ao acharem que necessitam de um “Dia da Consciência Negra”, estão sendo racistas com eles mesmos, em minha opinião. Veja bem, se eu não me considero inferior, por que é que vou querer mostrar que não sou inferior? Você acha que o Morgan Freeman precisa provar que não é inferior? Você acha que a Oprah precisa provar que não é inferior, sendo ela negra e mulher? Claro que não… eles não são, e nem se sentem inferior, por isto não sentem tal necessidade… além do mais provam por si mesmos no dia-a-dia… Quem cria esses dias comemorátivos e movimentos (como feminismo, orgulho gay), são pessoas que são preconceituosas com elas mesmas. Elas se acham inferior, e para se auto-promoverem, querem provar-se ao mundo, através de movimentos sem sentido. É uma hipocrisia a sociedade festejar um dia em prol de determinada raça ou sexo, e dizer que não as considera diferente. Se não são consideradass diferentes, porque tratá-las diferente? Porque não tem dia do homem e do branco? Porque ninguém os considerou inferior para ter que exaltá-los… A necessidade de ter que exaltar a mulher e o negro é um traço racista mascarado, escondido na raiz da sociedade que vivemos, um racismo hipócrita.
Além do mais, essa necessidade de achar que tudo que um faz o outro tem que fazer é outro racismo imbutido. Os diferentes tem que ser tratados com dignidade, mas respeitando as diferenças. Em um exemplo extremo, não se pode exigir que uma tartaruga corra como uma lebre. O próprio princípio da isonomia previsto na constituição considera que a igualdade só é atingida quando respeitada as diferenças. Quando movimentos como o feminismo querem colocar a mulher em posição de igualdade extrema (totalmente igual), não passa de um preconceito, acreditando que a posição do homem é melhor que a da mulher. Cada um tem suas peculiaridades, e deve ter isto respeitado. Hoje, movimentos como este, buscam não igualdade, mas superioridade. Querem mais direitos e menos deveres. Não entendem que para ter igualdade, deve-se levar em consideração o equilíbrio da balança… Se você adquire direitos a mais do que outras pessoas de um lado, deve (ao menos deveria) perder direitos de outro, ou adquirir deveres. Se um político tem direitos a mais, ele deve (ou deveria) em contra partidade deveres a mais com a sociedade. O mesmo se aplica as mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo: não se trata de preconceito um empregador querer pagar menos a uma mulher do que iria pagar para um homem. Ninguém vê que ele terá que esperar uma possível licença maternidade e a mulher irá se aposentar mais cedo (mesmo tendo espectativa de vida maior)… Eu por exemplo, acho uma injustiça trabalhar com várias mulheres, que ganham o mesmo tanto que eu, porém possuem a mais uma licença maternidade muito maior que a minha licença paternidade, e ainda aposentam mais cedo, mesmo tendo espectativas de vida maior. Mas como sou funcionário público, e o governo não visa lucros, a mulher tem mais vantagens e ganha o mesmo tanto, pois para ele não importa ter tido um custo maior com a mulher. Agora entenda, em geral o empresário não está nem aí para quem esteja ali, ele interessa em retorno $$. E não existe o mesmo retorno quando ele tem que lidar com uma licença maternidade. Apesar disto, quando a competencia justifica, com certeza ele desprezará tal custo. Há ainda, depedendo do cargo (como por exemplo contato com clientes, etc), uma preferência a mulheres para ocupá-los, e nunca vi nenhum homem fazer passeatas ou falar que estão sofrendo com racismo por isto. Estes movimentos, como o das feministas, não entendem que a balança entre os direitos e deveres deve se manter equilibrada, eles querem tombar a balança, mas para o outro lado. Querem manter um desequilíbrio, mas desta vez, a favor do grupo que representam. Tais movimentos, por serem racistas em si próprios, querem se provar demasiadamente, e assim desejam mais direitos, mas nunca os deveres que deveriam acompanhar.
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