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As 5 pandemias mais mortais da história

O surto de gripe suína, primeiro no México, em seguida, casos em todo o mundo,deixou um monte de gente preocupada. E por uma razão muito certa: apesar da existência de doenças causadas por vírus violentos como Hantavírus e o Ebola, a gripe ainda reina como a maior assassina infecciosa já existente.

Embora seja importante não entrar em pânico (a gripe suína parece ser tratável com medicamentos antivirais convencionais), uma rápida revisão das pandemias do passado irá esclarecer por que as autoridades estão reagindo rapidamente a este surto. Aqui está um resumo das 5  pandemia mais mortíferas da história:

1. A Peste da Guerra Peloponesa:

TucídidesA primeira pandemia da História foi descrita por Tucídides. Em 430 aC, durante a guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, o historiador grego relatou uma grande peste que dizimou mais de 30.000 dos cidadãos de Atenas (cerca de um a dois terços de todos os atenienses morreram). THIS  IS  SPAAAAARTAAAA!!!!

Tucídides descreveu a doença dess forma: “Pessoas em boas condições de saúde eram todos de atacados por uma violenta febre, vermelhidão e inflamação nos olhos, as partes internas, tais como a garganta ou língua, sangravam e exalavam um desnatural e fétido hálito. ” Depois veio a tosse, diarréia, espasmos, e úlceras cutâneas. Um punhado sobreviveu, mas a maioria sem os seus dedos, vistas, e até órgãos genitais.

2. A Peste Antonine:

galenoEm 165 dC, o médico grego Galeno descreveu uma antigo pandemia, que foi levada a Roma por soldados voltando da Mesopotâmia. A doença foi nomeado após Marcus Aurelius Antoninus, um dos imperadores romanos que morreram com ela.

A doença matava cerca de 5.000 pessoas por dia em Roma. Durante um periodo de 15 anos de proliferação da peste, um total de 5 milhões de pessoas foram mortas.




3.
A Peste de Justiniano (Peste Bubônica):

peste-bubonicaEm 541-542 dC, uma doença mortal dizimou o Império Bizantino. No auge da infecção, a doença chamada Peste de Justiniano, ocorreu após o imperador Justiniano I reinar, matou 10.000 pessoas em Constantinopla diariamente. Com nenhum espaço nem tempo para enterrá-los, corpos foram empilhados e deixados a céu aberto.

Até o fim do surto, quase metade dos habitantes da cidade foram mortos. Historiadores acreditam que este surto dizimou até um quarto da população humana na região Leste do Mediterrâneo.

O culpado foi a peste bubónica, causada pela bactéria Yersinia pestis (transmitida por pulgas de ratos). Esta doença perdurou muitos anos e acabou com 200 milhões de vidas ao longo da história.

Em 1855, outra peste bubónica  atacou no mundo - desta vez, o foco inicial foi na China. Migração de humanos, comércio e guerra ajudaram na propagação da doença da China à Índia, a África e as Américas.

Em suma, esta pandemia durou cerca de 100 anos (que terminou oficialmente em 1959) e matou mais de 12 milhões de pessoas na Índia e na China sozinha.




4.
A Peste Negra:

peste-negraDepois da praga de Justiniano, houve varios casos esporádicos da peste, mas nenhum tão grave como a peste negra do século 14.

Embora ninguém saiba ao certo onde a doença surgiu, a peste negra praticamente arrebentou com a Europa. Mais de 25 milhões de pessoas foram mortas, cerca de 1/4 de toda a população existente.

É interessante relatar que a Peste Negra efetivamente veio de três formas: a bubônica, pneumônica e a septicêmica. A primeira, a peste bubônica, foi a mais comum. A doença causa febre alta, mal estar e bubos, que são protuberâncias azuladas na pele. As bactérias invadem a corrente sanguínea, causando a peste septicêmica.

No caso da pneumônica, as bactérias são transmitidas de pessoa a pessoa através da tosse. Caso não sejam tratadas com antibióticos nas primeiras 24 horas, quase 100% das pessoas acabam morrendo em 2 a 4 dias.

A última forma, a septicêmica, ocorre quando as bactérias entram no sangue a partir do sistema linfático ou respiratório. Os pacientes com praga septicêmica desenvolvem gangrenas nos dedos das mãos e pés, deixando a pele negra. Embora rara, esta forma da doença é quase sempre fatal - muitas vezes matando a vítima no mesmo dia em que os sintomas aparecem.




5.
A Gripe Espanhola:

gripe-espanholaEm Março de 1918, nos últimos meses da I Guerra Mundial, um incomum e mortal vírus da gripe foi identificado em um acampamento militar E.U. no Kansas. Apenas 6 meses mais tarde, a gripe tinha-se tornado uma pandemia a nível mundial em todos os continentes.

Atingiu  cerca de 1 bilhão de pessoas ou metade da população mundial no seu auge. É talvez a mais letal epidemia na história da humanidade: entre 20 e 100 milhões de pessoas foram mortas.

Na verdade a Gripe Espanhola não é originária da Espanha - ela tem o seu nome, pois na época, a Espanha não estava envolvido na guerra e estava evoluindo rapidamente.


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  1. 26, junho, 2009 em 15:09 | #1

    Interessante, vou pôr nos SaciLinks de sexta que vem! :D
    Abração do Saci!!

  2. thais Dantas
    20, abril, 2010 em 22:44 | #2

    nossa super interessante, vou indicar o blog e a materia. vlw.

  3. docdeoz
    27, maio, 2010 em 16:04 | #3

    Bem descritas, estas pestes, mas só a varíola matou de 300 a 500 milhões no século XX, até ser erradicada em 1970!

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